Caros leitores, não estou postando nada neste magnífico blog para não atrapalhar o andamento da incrível história que o Flávio está escrevendo para nos divertir! Assim que ele postar o último dia, quando os alienígenas devolverão todos os seres humanos para a Terra, ou quando o Flávio também virar um zumbi eu volto a postar.
Grata pela compreensão.
Aguardo ansiosamente pelo desfecho dessa historia intrigante.
Dia 3 – Acordei com o barulho da chuva. Por um momento até esqueci que só restava a mim nessa cidade. Caminhei até a cozinha do hotel, mentira, levei quase uma hora pra achar a bendita. Ainda tinha alguns pães, bolos e frutas por lá. Algumas coisas já começavam a deteriorar, como um pudim que estava sobre o balcão e parecia uma cultura de novas espécies de bactérias.Nem mexi, não ia voltar tão cedo nesse hotel mesmo. Pensando bem, daqui um mês eu volto pra ver como isso ficou.
Resolvi escrever um S.O.S na esplanada, vai que alguém sobrevoa a cidade. Passei quase o dia todo nisso. Até que ficou legal. Sou um artista mesmo.
Dei uma ida no Parkshopping, mais especificamente na FNAC. Sempre quis uma TV de plasma pra colocar no meu quarto e essa era a hora. Aproveitei também pra levar livros, revistas, cds, dvds, computadores, sons e outros acessórios. Paguei com meu cartão VISA, que não está patrocinando essa aventura, mas bem que podia. Foram necessárias duas viagens pra eu levar tudo pra casa. Ahhh peguei uns tênis e umas roupas também, até agora não sei pra que fiz isso, acho que é a esperança que todo mundo resolva aparecer do nada, pelo menos eu vou ter roupas novas.
Dei uma festa a noite no Frei Caneca. Convidei alguns manequins, mas eles não foram muito sociáveis. Muito calados. Tive que atirar em todos. Detesto manequins. Bebi tanto que minha cabeça dói até agora e acabei dormindo no balcão da Mc Donalds do Brasília Shopping.
Dia 2 – Ainda não acredito direito que isso não seja um sonho. Resolvi tomar meu café da manha na Bellini, só que dessa vez peguei o A3 do meu outro vizinho, o cara só tem cd ruim dentro do carro. PQP. Tive que jogar tudo pela janela.
Após o desjejum dei uma passadinha na concessionária da Nissan pra pegar o 350Z que eu sempre quis tirar de lá, ahhh se o Felipe tivesse aqui pra ver agora. Devo ter ficado umas 4 horas só rodando em alta velocidade pela cidade. Nunca imaginei que Brasília sem ninguém nas ruas ficaria tão agradável.
Passei no Pão de açúcar pra fazer umas “comprinhas” rápidas e depois fui pegar umas armas. Ainda tinha esperanças de ver algum zumbi e poder testar meu poder de fogo.Acabou que no fim do dia eu só tinha atirado em pombo, caixas de correio e manequins da C&A, lá pos sinal deu um ótimo campo de batalha. Me senti quase no CS.
A Blockbuster tava trancada. Que pena. Tive que jogar um Palio lá dentro. Foi divertido ver o carro arrebentando o vidro, da próxima vez vou filmar. Passei o resto do dia vendo filme e comendo pizza da Sadia. Comentei sobre o filme com a almofada da sala, me senti meio idiota por fazer isso. Fui dormir no Lake Side.
Nota: Como será que ainda tem energia elétrica se não tem ninguém pra colocar as maquinas pra funcionarem? Mistério.
Dia 1 – Acordo assustado, tive um sonho horrível. Como de costume, vago até o banheiro lentamente. Para minha felicidade não tem pasta de dente, pronuncio algum palavrão e sigo para o banheiro da minha irmã. Tomo banho e desço gritando pela minha mãe. Não ouço resposta. Insisto e nada. Tento meu pai e depois minha irmã, sem nenhum sucesso. Estranho, muito estranho não ter ninguém em casa.
Porque eu nunca deixo as coisas no lugar? Passo meia hora procurando as malditas luvinhas da academia e acabo encontrando só uma. Mais uns 3 palavrões. Desisto e vou sem elas pra academia.
As ruas estão totalmente vazias, não há carros na w3 nem mendigos na pracinha. O vendedor de balas da parada também não está lá. Agora sim eu começo a ficar realmente preocupado. Nenhuma loja aberta, nenhum sinal de vida, quer dizer, vida tem, os malditos pombos ainda estão lá. Dou uns dois berros, que só servem mesmo pra espantar essas aves transmissoras de doenças.
Volto correndo pra casa. Não tem nada na tv, não consigo falar com ninguém pelo telefone. Pelo menos a internet ainda conecta, mas não há ninguém no msn, nem no chat do UOL. Fudeu. Só falta só ter sobrado eu no mundo. Aproveito pra pegar o carro na garagem, não na minha garagem. Se só tem eu mesmo que diferença faz. Vou no vizinho aqui do lado e pego a BMW, muito mais legal.
Rodo Brasília. Nada. Nenhuma alma. Pátio Brasil, Píer, Setor comercial, esplanada, tudo vazio, abandonado. Coloquei 200km/h no Eixão, nunca vi tantas fotos de um carro só. Passei tanto tempo brincando no Eixão que nem vi o tempo passar. Dou uma passada no MC Donalds, que pra variar ta vazio, mas pelo menos tem um monte de Big Mac pronto, frio, mas pronto. Encho o carro com um monte de sanduíche. Sempre quis tomar refrigerante direto nas maquina, quase morro engasgado nessa brincadeira.
Continuo minha jornada por Brasília. Guará, Taguatinha, Ceilandia, Samambaia. Nada. O que será que houve hein? Já está anoitecendo, volto pra casa, vai que todo mundo virou zumbi e só aparece a noite? Melhor ficar em casa mesmo.
No futebol, como no sexo, as pessoas suam ao mesmo tempo, avançam e recuam, quase sempre vão pelo meio, mas também caem para um lado ou para o outro e, às vezes, há um certo deslocamento...
Nos dois é importantíssimo ter jogo de cintura. No sexo, como no futebol, muitas vezes acontece um cotovelo no olho sem querer, ou um desentendimento que acaba em expulsão. Aí um vai para o chuveiro mais cedo.
Dizem até que a única diferença entre uma festa de amasso e a cobrança de um escanteio é que na grande área não tem música, porque o agarramento é o mesmo... e no escanteio também tem gente que fica quase sem roupa.
Também dizem que uma das diferenças entre o futebol e o sexo é a diferença entre camiseta e camisinha. Mas a camisinha, como a camiseta, também não distingue; ela tanto pode vestir um craque como um medíocre.
No sexo, como no futebol, você amacia no peito, bota no colo, cadencia e tem que ter uma explicação pronta na saída para o caso de não dar certo. No futebol, como no sexo, tem gente que se benze antes de entrar e sempre sai ofegante.
No sexo, como no futebol, tem o feijão com arroz, mas também tem o requintado, a firula e o lance de efeito. No sexo também tem gente que vai direto no calcanhar. E tanto no sexo quanto no futebol, o som que mais se ouve é aquele "uuuuuuu...".
No fim, sexo e futebol só são diferentes mesmo, em duas coisas...No futebol não se pode usar as mãos. E o sexo, graças a Deus, não é organizado pela CBF.
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Estava sem ter o que postar...Recebi esse e-mail e achei muito legal!!!
Alguém ai acredita nessas análises feitas por desenhos, signos, reflexões, dinâmicas, etc? Tudo bem.Eu não sou das pessoas que mais crêem nesse tipo de coisa. Mas hoje, algo estranho aconteceu.
Meu professor de telejornalismo fez uma dinâmica na sala hoje. Mandou a gente pensar em uma estrada. Nessa estrada aparecia um anão (adivinhem!? Pensei numa amiga minha que não é anã, mas que é pequena...Hehehe...Alguém sabe quem é?). Depois do anão você via um vaso (eu sou um poço de exagero e imaginei uma barraquinha vendendo muitos vasinhos de flores). Depois do vaso você deveria imaginar um bicho que você tivesse medo (não consegui pensar em nenhum na hora. E olha que eu sou uma pessoa fresca. Mas isso é nojo, não é medo). Bem no meio da estrada você deveria imaginar um rio (puts...Ele deveria ter me avisado antes. Fui obrigada a imaginar uma ponte para que eu cruzasse o rio. Afinal meu carro não sabe nadar. Isso mesmo... Ele não disse que tinha que ser a pé...Então eu pensei num carro =P).Depois do rio tinha uma casa e no fim da estrada deveria ter um muro (transportei meu muro para frente da casa. Onde já se viu um muro no fim de uma estrada? Se fosse um beco tudo bem, mas estrada...Não combinou).
Tudo bem. Alguém ai consegue dizer como a outra pessoa é baseada nas respostas dadas? Meu professor me descreveu perfeitamente, inclusive minha vida amorosa, o que me deixou bolada. Não lembro de um dia ter ‘aberto meu coração’ para ele. Mas mesmo assim ele acertou na mosca. Sem nunca ter conversado comigo mais do que assuntos de sala de aula. Coincidência?
O fato é que isso me fez pensar. O que explica você se sentir tão bem com certas pessoas e tão ruim com outras. Será que existe mesmo uma energia que une ou repele as pessoas?
Tudo bem que isso é quase como perguntar. Quem eu sou? De onde eu vim? Para onde irei? Mas juro que se pudesse adoraria saber a resposta. Será que pequenas coisas como uma historinha besta como essa pode revelar tanto de quem você é?
Segunda-Feira assisti ao filme Ônibus 174. É um documentário, baseado em imagens de arquivo, entrevistas e documentos oficiais, sobre o ‘seqüestro’ de um ônibus na zona sul do Rio de Janeiro. No dia 12 de junho de 2000, Sandro, mais conhecido como Mancha, rendeu o ônibus 174 e teve às 4 horas das negociações da rendição transmitidas ao vivo para todo o país. No filme a história do seqüestro é contada paralelamente à história de vida de Sandro e de alguns depoimentos. Não posso citar de quem eram os depoimentos no filme, pois o diretor, José Padilha, deve ter achado desnecessário, ou muito obvio identificar quem estava falando. O fato é que a maioria delas acaba revelando que Sandro era um típico menino de rua carioca. Na verdade o fato de ser um menino de rua é usado para justificar suas ações e até mesmo perdoa-las.
José Padilha colocou Mancha numa situação de ‘heroi-bandido’. Uma vítima da sociedade que discrimina e ignora as pessoas com condições de vida menos favoráveis. O diretor resgatou fatos marcantes do passado do seqüestrador, como o fato dele, ainda criança, ter visto a mãe ser assassinada a facadas. Alias, esse trauma seria o maior dos motivos para Sandro ter fugido da casa da tia, que passou a tomar conta dele depois da morte da mãe, e ter ido viver na rua.
O filme mostra que a rua foi a escola de Sandro. Foi nela que ele aprendeu a sobreviver, e como seria lógico, teve que aprender a roubar para poder se alimentar e se vestir. Mas não foi apenas no mundo dos roubos que ele se envolveu. Mancha também virou usuário de drogas e, com o tempo, o que roubava era usado para alimentar o vicio.
Um dos depoimentos do filme, que imagino ter sido de um amigo de Sandro, conta que ele teve oportunidade de se envolver com projetos de voluntários que trabalham para resgatar meninos de rua. Mas Sandro preferiu a vida que já estava acostumado. Escolheu continuar nas ruas, nos roubos e nas drogas.
Foi esse o caminho que o levou ao ônibus 174. Para mim, tudo aquilo não passaria de mais um assalto aos ônibus na cidade do Rio de Janeiro.Mas por um acaso o ônibus foi interceptado pelos policiais e pela imprensa. Ai a coisa toda virou filme de hollywood. Com a transmissão ao vivo e sem muita informação para ser dada. As pessoas começaram a ir para o local do, agora, seqüestro.
Esse é um clássico exemplo de jornalismo espetáculo. O assedio da imprensa atrapalho toda a ação dos policiais e fez com que Sandro se sentisse, pela primeira vez na vida, notado.
As reféns que depõe no filme (sim é possível perceber que são elas, pois elas aparecem nas imagens do seqüestro) relembram Sandro como uma pessoa desesperada, que se viu cercada, sem saber o que fazer, mas que não tinha a intenção de fazer mal a nenhuma delas.
No começo, existiam homens e mulheres dentro do ônibus (claro!). Mas o primeiro refém liberado, que conta no filme ter sido solto por ser um estudante e estar atrasado para a aula (nossa como Sandro era uma pessoa sensível!), acabou servindo para convencer Mancha a liberar todos os outros homens. As meninas ficaram. Ele tinha que ter tempo para pensar num jeito de sair dessa, caso contrário a polícia entrava no ônibus e ele ia preso, mais uma vez.
Falando em polícia, que tipo de defesa eles nos proporcionam. Sinceramente, acho que seria mais seguro não tê-los no local. Eles pensaram o tempo inteiro qual seria a imagem mais agradável para se passar na televisão. Afinal eles estavam ao vivo. Como diz Fasto Silva, ouFaustão, quem sabe faz ao vivo. Eles não souberam como agir. Na verdade eles não tinham condições de agir. Foi o que alegaram. Eles eram muitos contra um. Mas Sandro devia ser mesmo uma ameaça à sociedade e qualquer tentativa de fazer ele se render poderia ser muito perigosa.
Os policiais não tinham equipamentos para se comunicar, e todas as ações foram combinadas por gestos. Parecia um grande jogo de ‘Imagem e Ação’. Eles não isolaram a área, e os jornalistas fizeram a festa. Não sei como nenhum deles entrounão entrou no ônibus para uma entrevista exclusiva com o tão perigoso seqüestrador. Com certeza teria conseguido. Sandro queria aparecer. Ser notado, ser ouvido. Talvez eles tivessem ate conseguido resolver a situação melhor que a polícia.
O fim dessa história todos já sabem. Sandro, após 4 horas, decidiu sair do ônibus levando a professora Geisa como ‘escudo’.O policial, que não soube fazer ao vivo, errou o tiro. Em vez de acertar Mancha, atirou na cabeça da professora. Alguns outros disparos foram dados, que segundo consta foram feitos por Sandro. Ele foi levado para o camburão e enforcado em frente às câmeras de todo o país. Uma linda imagem para ser exibida no horário nobre da televisão.
O documentário de José Padilha tenta fazer com que nos sensibilizemos para o fato da injustiça social no Brasil. Mas ele peca pelo excesso. Sandro tinha sua parcela de culpa e deveria ser punido. O que não significa que ele deveria ser assassinado para aliviar a raiva dos policiais que falharam na resolução do seqüestro Ônibus 174.
Bom o enigma das notas de dez reais foi desvendando pelo nosso ilustre leitor Paulo. Agora só falta saber quem somos? De onde viemos? E pra onde vamos? Mas pelo menos o mistério das notas de dez está esclarecido.
Como ele descobriu isso? Essa deve ser a pergunta que passa pela mente de vocês, se não for finja que é. Simples. Mandou um e-mail para o Banco Central, mas fácil impossível.
Segue o e-mail e a resposta:
Estava pensando e gostaria de saber. O que aconteceram com as notas de dez reais de plástico? Nunca mais vi. Será que fiquei tempo demais no meu mundinho e nem vi que elas foram dizimadas do Brasil? Alguém por favor solucione esse enigma.
Prezado Sr. Paulo:
Estão em poder do público e da rede bancária 98.401.281 cédulas de polímero de R$ 10. Como comparação, há 569.076.427 cédulas convencionais de R$ 10 atualmente em circulação. Informações atualizadas sobre o número de cédulas e moedas em circulação pode ser encontrada em nosso site no seguinte endereço:
Será que esses dois ai debaixo vão realmente começar a postar no blog? Será que não vai ser apenas fogo de palha e acabar nas próximas semanas? Será que os posts não serão esporádicos? Será que o Rubinho Barrichelo conseguirá vencer o Schumacher? Será que o Tio patinhas um dia vai larga de ser pão duro? Será que eu to usando será demais? Será?
Aguarde nesse mesmo blog as respostas para todas essas perguntas.
Bem vinda dê!! Agora temos uma futura jornalista postando aqui de novo.
[Dúvida de quem vos escreve] Gostaram da cor azul??
Pra quem não sabe, hoje é a pré estréia de Star wars: Episodio III – A vingança dos Sith, devido a isso pensei: será que George Lucas a 30 anos atrás, quando lançou o primeiro filme da primeira trilogia tinha pensado em lançar um terceiro filme da segunda trilogia? Com isso várias dúvidas surgiram logo em seguida, e a principal delas é: será que Lucas vai conseguir fazer uma ligação entre essas duas trilogias sem mudar características fundamentais nessa saga? Digo isso baseado no descontentamento de alguns fãs ao ver o sábio mestre Yoda atuando como guerreiro no episódio II. Particularmente ainda não posso opinar pelo fato de não ter visto nenhum episódio da segunda trilogia.
Pretendo assistir a trilogia completa essa semana, ainda não sei como devo ir preparado para esse filme, poderá ser uma mega produção que vai quebrar recordes de bilheteria e fechará com chave de ouro a produção de George Lucas , pode ser algo que não agrade a todos. Vou preparado apenas com minha pipoca e chocolate, se for bom depois eu compro um Sabre de Luz verde.
Páginas na Internet são uma válvula de escape. Isso mesmo. Nelas você escreve e mostra o que quer. O que está entalado, te incomodando é colocado para fora. Uma amiga minha lançou uma campanha contra pessoas com religião (tudo bem que ela me disse que não era a intenção, mas foi isso que ficou parecendo) e me fez parar para pensar e refletir sobre o tema.
O que aconteceu com minha amiga foi algo que acontece com todo mundo. Ela generalizou um fato isolado. Sabem como é. Você conhece um gaúcho gay e diz que todos eles são viados. Você conhece um baiano preguiçoso e diz que todos eles são preguiçoso. Você é roubado por um menino de rua e diz que todos eles são marginais. Você conhece uma loira burra e diz que todas elas são burras. O nome disso é estereotipo. E é esse maldito estereotipo que causa problemas enormes no mundo inteiro. Criam grupos preconceituosos que levam a sério essas pré-definições. Nem todo gaúcho é gay, na verdade não é o lugar que você nasce que define sua opção sexual. Nem todo baiano é preguiçoso, alías, haja pique para agüentar o ritmo do carnaval. Não são só os meninos de rua que roubam, se não, não existiria tanta roubalheira no poder. Não são todas as loiras que são burras, ou então água oxigenada deveria ter o aviso, ‘cuidado afeta o desenvolvimento intelectual’. Não são todas as pessoas que tem religião que julgam, condenam, criticam e machucam você no seu ponto mais fraco, decepcionam suas espectativas.
Não acho que ter religião, ou não, vai definir que tipo de pessoa você é. O que eu acredito é que você não pode ser incoerente com o que prega. Não vire pra mim e diga ‘não concordo com você porque na minha religião isso é errado’, se na primeira oportunidade que você tiver você vai cometer o mesmo ‘erro’ que eu. O nome disso é hipocrisia. Não vire pra mim e diga ‘eu não posso ficar com uma pessoa assim, porque na minha religião...’. O nome disso é preconceito. Não diga pra mim eu sou sei lá o que (alguma religião ai) e diga: eu te odeio, não olhe mais na minha cara, eu nunca vou te perdoar. Tudo bem dizer isso na hora da raiva, mas levar isso até o fim da sua vida, ou por um tempo considerável. Tem algo errado. Não sei sobre todas as religiões, mas credito que quase todas elas (se não forem todas) pregam o amor. O amor ao próximo, o perdão.
Sabe, o problema não está na religião ou na ausência dela, está no fato de sermos seres humanos passiveis de erros. Erramos muito. Mas às vezes, quando levantamos uma bandeira, seja ela religiosa, política, ou qualquer outro ideal, vai ser considerada na hora dos nossos erros. Eu sou católica e sei que na hora em que fizer algo discrepante com o que diz minha religião vou escutar ‘você, que é católica, fez isso’. Como também sei que acontece o contrário. Uma pessoa que se diz sem religião, na hora que freqüenta uma igreja escuta ‘você, mas você não disse que era ateu’.
E foi isso que aconteceu. Erraram com minha amiga e ela pegou o que a pessoa mais pregava, mais enchia a boca para falar. Na verdade ela também foi vítima de um estereotipo. Ela se agarrou na idéia que pessoas que se dizem tão religiosas não fazem mal a ninguém. Outro estereotipo. Não é a religião que vai impossibilitar alguém de fazer o mal. É a própria pessoa. Ela quem escolhe o que faz com a vida dela. E ai essa pessoa escutou da minha amiga. ‘Você não é ... (não vou entrar no mérito da religião da pessoa). Grande exemplo de religião você está me dando da sua religião. Alias, quem tem religião é um puta hipócrita, falso moralista’.
Antes de acatar a campanha do ‘Abaixo a pessoas com religião’ pare por um segundo. Pense nos seus amigos. Quantos deles têm religião? Quantos não têm? O que faz você gostar deles é a presença ou ausência da religião? Você está disposto a cometer o mesmo erro que cometeram com você? Julgar a pessoa por uma crença, ou falta de crença. Por uma diferença entre vocês e não se deixar conhecer e descobrir quão maravilhosa ela pode ser, independente dessa diferença? Não precisa me responder. Estarei satisfeita se você tiver respondido para você.
Estava eu divagando no banheiro, enquanto passava aquele fax, sobre o que eu postaria no blog mais tarde. Entre uma revista e outra reparei que havia desenhozinhos no papel higiênico, nos quais eu nunca havia prestado atenção antes. Na hora larguei a revista de mulher pela..., ops, de carros e fui investigar o papel.
De perto parecia apenas um monte de pontinhos, mas quando afastei um pouco veio a surpresa (nesse momento imaginem minha cara de surpresa).... suspense.... havia um coelhinho desenhado. Isso mesmo, um coelhinho cuti-cuti desenhado no meu papel higiênico. Será isso um tipo de mensagem subliminar querendo dizer que o papel é mais branquinho e fofinho? Ou será apenas um desenho aleatório que eles escolheram? Mistério.
Porque nos filmes o mocinho sempre tem que vencer? Porque nos deixar essa falsa esperança que a vida é assim? Infelizmente a realidade não é essa. Quem com ferro fere com ferro não será ferido, quem se aproveita dos outros não vai se dar mal no final, quem rouba e mata não acaba tendo um fim trágico e Deus não vai ajudar quem cedo madrugar. A vida não é um conto de fadas.