A empregada doméstica Maria Aparecida de Matos, 24, presa há 11 meses pela tentativa de furto de um xampu e de um condicionador, período em que foi torturada por outras detentas e perdeu a visão do olho direito, deve ficar pelo menos mais um ano na cadeia. A defesa de Maria Aparecida, no entanto, vai levar o caso ao STJ (Superior Tribunal Federal).
Ontem, o Tribunal de Justiça de São Paulo considerou prejudicado o julgamento do mérito do habeas corpus em favor de Maria Aparecida. Segundo os desembargadores Pedro de Alcântara, Salvador D'Andrea e Pereira da Silva, a presa foi sentenciada recentemente no processo sobre o furto, que tramita na 2ª Vara Criminal. Com isso, o habeas corpus perderia o sentido.
A advogada Sônia Regina Arrojo e Drigo, que descobriu o caso por meio da Pastoral Carcerária, pretendia conseguir a liberdade de Maria Aparecida, cujo drama foi relatado pela Folha no último dia 12. A juíza Patrícia Álvares Cruz, da 2ª Vara Criminal, sentenciou a empregada doméstica a uma medida de segurança -preso seria incapaz de entender que cometeu um crime e vai para um manicômio penitenciário. A decisão foi repassada pela juíza ao TJ, por telefone, no último dia 20. A medida de segurança prevê a internação por, no mínimo, um ano, quando a presa será avaliada novamente. Maria Aparecida está no Hospital Casa de Custódia e Tratamento de Franco da Rocha (Grande SP).
Segundo Sônia, o laudo psiquiátrico que embasou a decisão da juíza não levou em consideração a tortura sofrida por Maria Aparecida na cadeia -ela teve queimaduras de segundo grau no rosto e perdeu a visão do olho direito. Sônia defende a aplicação do princípio da insignificância -jurisprudência que prevê a suspensão do processo nos crimes de valor irrisório, sem violência ou ameaça. "Foi uma estratégia do Tribunal de Justiça para não examinar o mérito do habeas corpus. Houve constrangimento ilegal", afirmou Sônia, que planeja impetrar outro habeas corpus, agora no STJ, na próxima semana. A assessoria do TJ confirmou a decisão dos desembargadores. Informou que a sessão de julgamento é aberta e que não tinha detalhes do mérito da decisão.
[Fonte] – UOL
Resumindo toda a notícia. Se for roubar: 1 – Seja rico pra não ser preso. 2 – Roube muito, porque pouco da cadeia.
Tava lendo num fórum um dia desses a galera contando quando sentiu mais dor na vida. Tentei lembrar quando mais senti dor e não cheguei a nenhuma conclusão. Já arranquei a tampa do dedão jogando bola na rua, já cai de bicicleta e ralei de cima a baixo, já tomei pedrada, já cai de patins... putz se eu for parar pra pensar nem sei como to vivo até hoje. Mesmo assim me considero uma pessoa com muita sorte no quesito acidentes porque nunca quebrei um osso, nunca levei ponto, nunca tive que ficar internado e o mais perto que eu cheguei de uma cirurgia foi tirar uma unha encravada.
Uma coisa que eu lembro foi uma vez que a gente ia viajar e minha mãe me proibiu de sair pra jogar bola na rua, pra obviamente tentar proteger minha integridade física. Resisti a dois convites, mas no terceiro foi demais. O Pelé dentro de mim falou mais alto e lá fui eu: feliz, contente e descalço. Não deu outra. Segundo lance, bola dominada na pequena área, driblei um, armei o chute e... fui desarmado, sem a bola no pé não havia nada que separa-se meu dedão do contato inevitável com aquele asfalto, que mais parecia uma lixa. Primeira coisa a passar na minha cabeça foi: “Eu não mandei você ficar em casa?” pronto. Agora sim eu chorei.
Meus amiguinhos de rua ao presenciarem todo meu sofrimento resolveram tentar ajudar, nossa, e como ajudaram.
- Minha mãe disse que é bom passar álcool.
- Mas eu não posso entrar lá em casa pra pegar o álcool
- Humm lá em casa ta sem. Já sei. (nota: eu devia ter corrido nessa hora) Ouvi dizer que perfume tem álcool. A gente podia usar.
- Será? Mas funciona mesmo?
- Guenta ai! Já volto
Inocentemente esperei sentado no meio fio.
- Pronto! Vamos bater um pouco em cima
- AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
[Moral da história] – Não desobedeçam a suas mães e não usem perfume em machucados, os resultados podem ser catastróficos.
Escrever não é algo fácil. Estou a um tempão aqui pensando sobre o que escrever e o máximo que consegui foi apagar uns 10 parágrafos sobre os mais variados temas. Admiro quem consegue sentar na frente de um papel, ou para os blogueiros de hoje em dia, do word e escrever linhas e mais linhas sobre temas do dia-a-dia ou assuntos que envolvam política e economia, por exemplo. Infelizmente esse não é um dos dons inerentes a minha pessoa, entre tantos outros, então o máximo que eu posso fazer é tentar rabiscar algumas linhas pra passar o meu tempo.
Não tenho a menor pretensão de ser escritor, nunca tive, só tenho vontade mesmo de conseguir expressar meus pontos de vista, minhas idéias e quem sabe até alguns de meus sonhos, em palavras. Palavras essas que às vezes levam horas pra ficarem prontas e nem sempre chegam perto do que eu pretendia expressar. Realmente não é fácil traduzir imagens, sons e sensações em simples letras e ainda por cima lembrando que não se separa o sujeito com vírgula ou que não se usa crase diante de palavras masculinas. Não é fácil fazer com que uma simples ida ao supermercado se torne uma história interessante.
Felizmente só a um jeito de aprender algo: tentando, tentando e errando. Por isso vou escrevendo e errando. Errando muito, porque do mesmo modo que não se aprende a andar sem cair não se aprende a escrever sem errar.
Pra alegria geral da nação - urros de alegria da galera ao fundo - to reativando esse blog. Tava tentando usar o msn space, mas aquilo não permite muitas configurações e o texto nunca sai com a letra que eu quero, logo, consequentemente, então, to voltando a utilizar isso aqui. Só que o blog não vai seguir o formato antigo, ou vai, sei lá... Veremos. De qualquer forma o Eitcha Porra está de volta!! Conte pra sua família, pro seus amigos, inimigos, cachorro, qualquer um que possa acessar a net. E seja o que Alá quiser.
Ahhhh o template vai ficar esse aki do uol mesmo até eu arrumar tempo e vontade pra fazer outro. Como eu sei que ninguem vem aqui pra ver as imagens de fundo eu acho que não tem muita importância. Se tiver também num tô nem ai.